Estrias também atingem homens e não dependem do nível de gordura

Da Redação UOL - Em São Paulo
14/08/2004  10h32


As estrias, lesões irreversíveis decorrentes de alterações ocorridas nas fibras elásticas e colágenas da pele, não escolhem alvo e podem surgir tanto em mulheres como em homens, embora, neste último grupo, com menor freqüência.

Ao contrário do que se imagina, as estrias não possuem relação com a gordura corporal, e sim com a elasticidade da pele devido a alterações hormonais, aumento de peso, crescimento rápido nos adolescentes, gravidez e musculação excessiva.

"Imagine um elástico. Se você esticá-lo além da conta, ele arrebenta. O mesmo acontece com a nossa pele. As estrias nada mais são do que fibras elásticas rompidas", disse Maria Cristina Belotti, pós-graduada em medicina estética.

De acordo com a médica, cerca de 45% das mulheres entre 15 e 25 anos apresentam este problema estético, não só em decorrência do crescimento, como também devido à menstruação. "Na idade adulta, essa porcentagem sobe para quase 80%, principalmente por causa da gravidez. Depois da menopausa, o problema se intensifica e atinge cerca de 92% das mulheres."

O aparecimento de estrias no corpo masculino é menor porque eles não engravidam e sofrem menos do "efeito sanfona". Além disso, a produção de estrógeno e progesterona na mulher ajuda a estimular o aparecimento das lesões.

Nas mulheres, elas aparecem com mais freqüência nas nádegas, no abdômen e nas mamas. Nos homens, costumam localizar-se no dorso e na parte inferior das costas e externa das coxas.

Gordura
Apesar de a gordura não ser a responsável pelo aparecimento das estrias, o aumento de peso seguido de emagrecimento repentino estimula o rompimento da pele.

Isto ocorre quando o acúmulo de gordura em determinadas regiões do corpo proporciona um estiramento da pele, fazendo com que suas fibras de colágeno se rompam durante este processo. Contudo, segundo Maria Cristina, o rompimento é relativo e vai depender do tipo de pele de cada pessoa.

"O tecido cutâneo é muito diversificado, existem pessoas com grande volume de gordura e que não possuem estrias, assim como há outras que sempre foram magras e apresentam sérias lesões na pele", diz a especialista.

Pessoas sedentárias também apresentam maior predisposição para esse tipo de lesão na pele. A falta de exercícios cotidianos como uma simples caminhada ou a subida de degraus pode prejudicar a circulação sanguínea. Os problemas de circulação prejudicam a vitalidade da pele e atrapalham a manutenção da sua elasticidade.

Tratamento
Por ser um problema irreversível, os tratamentos que ajudam a amenizar o quadro são restritos. Segundo Maria Cristina, pode-se tentar através do peeling e da injeção de colágeno para estímulo da elasticidade da pele.

Outro método com grande eficiência é a mesoterapia. Mas a especialista faz um alerta: ninguém faz milagres, embora se possa amenizar o problema, dependendo do seu grau de evolução. "Eu sempre deixo claro às pacientes que as chances de melhora variam entre 60% e 70% dos casos."

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